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Camponeses do semiárido sergipano realizam curso de formação

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Foto: Lanna Cecília

A comunidade Camponesa Garrote do Emiliano localizada no semiárido sergipano no município de Poço Redondo, nos dias 17 e 18 de maio, foi palco do Curso de Formação Técnicas de Tecnologias do Uso do Solo e Recuperação de Áreas Degradadas no Semiárido, aprendendo a partir de barragem de base zero, com a participação do pesquisador João Macedo e Aldrin, camponeses e camponesas de várias comunidades, estudantes das escolas agrícolas e assentados de Reforma Agrária. O curso é realizado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Instituto Nacional do Semiárido (INSA).No semiárido brasileiro a degradação do solo é um dos principais limitantes para conseguir a Soberania Alimentar, sendo a principal causa do círculo vicioso que leva agricultores familiares e camponeses a inadequadas condições de vida e alto endividamento.

Na região, em geral, a perda da capacidade produtiva do solo quase sempre começa com o desmatamento e a substituição da vegetação nativa por outra cultivares de ciclo e portes diferentes.

A exposição do solo favorece o processo de erosão. O cultivo contínuo, com a retirada dos produtos, ano após ano, e sem reposição dos nutrientes leva a perda da fertilidade.

Nas áreas irrigadas, o uso de água com teores elevados de sais ou mau manejo dos ciclos de molhamento e a ausência de drenagem geram a salinização.

A erosão é considerada o principal fator de degradação do solo. É um processo por meio do qual as partículas do solo são deslocadas e removidas para outros locais pela ação da água ou do vento. Isso tem provocado, ao longo dos anos, redução da área agricultável, baixo rendimento das culturas e assoreamento de rios e reservatórios, com graves prejuízos à produtividade, à integridade do meio ambiente e à rentabilidade do agricultor.

Um aspecto muito preocupante da erosão é que, mesmo as perdas de grande magnitude são pouco observáveis em curto prazo, se não abrirem sulcos de pelo menos alguns centímetros de profundidade não ficará perceptivel a olho nú. Em razão de que as perdas laminares de 1000 toneladas por hectare, durante o ano equivalem a menos de 1 centímetro de profundidade do solo e podem passar despercebidas.

Apenas o acúmulo das perdas por vários anos de cultivo tem o efeito marcante de reduzir visivelmente a profundidade do solo. No sistema de agricultura itinerante esses anos podem ser diluídos em vários ciclos de cultivo, cada ciclo de 10 a 20 anos, ocupando todo o período de vida de um agricultor. Ao longo da vida de cada geração as perdas são pouco sentidas, mas, os 200 a 300 anos de práticas agrícolas inadequadas já deixaram sua marca irreversível em muitos locais.

Os camponeses e camponesas motivados a aprender e aplicar técnicas de convivência com o semiárido e de forma concreta, dão passos para mudar essa realidade, buscaram firmar parcerias com INSA por ser um órgão que tem diversas experiências e pesquisas desenvolvidas no semiárido que vem mudando essa realidade.

A realização do curso possibilitou-os a conhecer e aprender as técnicas de barragem de base zero e fazer uma reflexão mais aprofundada sobre a degradação de solo e conhecer outras alternativas de conservação do mesmo. Assim ressalta o camponês Messias, “agora aprendemos a dar utilidade as pedras, uma utilidade que só vai trazer benefício para nosso solo, nossa propriedade, hoje construímos uma barragem, agora vamos fazer outras nos riachos aqui, assim a Caatinga vai ficar bem verdinha e água em baixo da terra, são essas coisas que precisamos aprender e fazer, assim agradecemos muito a vinda de vocês aqui”, destaca o camponês.

Contudo, para dar continuidade as técnicas de convivências e conservação de solos degradados, em 5 comunidades camponesas que serão células animadas pelos camponeses usando o método de troca de experiência entre camponeses e camponesas com a parceria do INSA e o MPA.

Com o propósito de resgatar a memória e as lições de Antonio Conselheiro firmamos a construção das células de técnicas de convivência com semiárido no Alto Sertão sergipano, pois acreditamos que somente com o povo organizado podemos revolucionar o semiárido, destaca Elielma Barros, dirigente do MPA-Sergipe.

Fonte: Comunicação do MPA

Camisetaria

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