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João sem Salvação! 

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Foto: PMA

Nossa conjuntura política segue imprevisível e os novos fatos que decorrem da série infinita da lava jato nos desnuda o Modus Operandi de como funciona o sistema político brasileiro: um sistema corrompido, financiado por interesses empresariais que pretendem lucrar com a gestão da estrutura governamental, seja ela federal, estadual ou municipal.

O ano de 2016 constitui um termômetro social muito interessante, já que é um ano eleitoral e é a partir desse momento que se costuma projetar as forças políticas para as eleições presidenciais de dois anos a frente. A direita e a grande mídia começa a vociferar que nas eleições municipais não é necessário nacionalizar a pauta política – uma esfera nacional que expõe de forma explícita o comprometimento generalizado em que se encontra nosso sistema político – portanto a política municipal deveria tratar somente de problemas locais.

Com essa orientação, a direita espera continuar medindo as forças políticas, ranqueando partidos que mais ganharam prefeituras, os que mais perderam, número de cidadãos governados por partido, ao mesmo tempo que escancara um receio de ter que medir as forças políticas entre os que são golpistas e os que defendem a vigência de uma democracia eleitoral em nosso país.

Chegamos a Aracaju e percebemos a sinuca de bico em que está metido o Dotô João. Se nacionalizarmos a pauta política, vemos-o bem postado junto aos golpistas, já se analisarmos a política de acordo com os problemas locais, salta aos olhos o caos em que se encontra a cidade de Aracaju.

João Alves é um símbolo para a direita sergipana, um político conservador, que se notabilizou por ser o tocador de obras de efeito e por grandes programas. Por mais que esse perfil tenha se cristalizado no imaginário do sergipano, podemos seguir denunciando que sua prática política sempre flertou com o financiamento empresarial de campanhas, mas principalmente está vinculado ao atraso político, àquele atraso que se apropria de imagens dos trabalhadores, como o chapéu de couro, com intenção de beneficiar empresários nos seus insistentes projetos de irrigação. Por sua vez, sua fiel escudeira Maria do Carmo segue a mesma linha e, fazendo uso de seu nome popular, busca sempre protagonizar programas assistencialistas, que além de levar seu nome a igualavam ao patamar de Santa Maria das casas, das lâminas, das cestas…..

Ao menos temos algo que agradecer a Dotô João: a direita está se reunificando em seu nome e trazendo pra perto dele os Valadares, que estavam durante todo o período petista formando parte do bloco neodesenvolvimentista que dirigiu a economia brasileira. Nas últimas eleições municipais, a esquerda se viu no mesmo barco de Valadares Filho, numa aliança eleitoral que cumpria um papel estratégico, mas que impedia de mostrar a natureza da política oligárquica simãodiense que se aproveitava do arranjo político vigente no Brasil. Os Valadares decidiram compor o bloco golpista e a tendência é estabelecer uma aliança com o que existe de mais atrasado na política sergipana, que na verdade é a origem dessa família.

A tarefa da direita é mais difícil, vão buscar defender o indefensável. A gestão de João Alves além de não cumprir com nenhuma promessa eleitoral, impôs um aumento criminoso de IPTU aos aracajuanos e retroagiu em pontos que Aracaju vinham avançando como era no caso da mobilidade urbana, da cultura e da saúde. O status de capital da qualidade de vida foi evaporado em uma gestão de trapalhões que em nome de negociatas trouxeram novas empresas de ônibus, nova empresa de coleta de lixo e uma nova orientação cultural para o Forró Caju, que além de desfigurar o caráter musical democrático que envolvia a festa, instituiu a mercantilização dos espaços públicos por uma empresa privada que se esmerou em lucrar com camarotes.

Nossa oportunidade de esquerda neste pleito eleitoral que se aproxima precisa ser a chance de voltar a ser uma esquerda coerente, que escute anseios populares e procure ser mais que uma eficiente gestão. Necessitamos uma reflexão crítica do que foram os últimos meses da política e evidenciar que o buraco em que estamos metidos pode ser remediado caso aprendamos novamente a realizar a vinculação com as pautas populares que são perceptíveis aos olhos das massas e garantir uma campanha militante coerente e consciente que não pertença a partidos ou a candidatos, mas sim a uma Aracaju popular disposta a enterrar de vez o atraso político representado por João Alves.

Camisetaria

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