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DCE e estudantes bolsistas ocupam reitoria da UFS em luta contra mais de 200 cortes de auxílio permanência

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Por Emilly Firmino

Os auxílios Moradia, Esporte, Creche, Alimentação, Manutenção Acadêmia, Transporte, entre alguns outros, permitem que diversos estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) garantam sua permanência dentro da Universidade ao longo da graduação. Entretanto, o recadastramento referente à 2016.1, período iniciado no último dia 4, deixou mais de 200 estudantes sem suas bolsas, entre eles, 54 residentes que dependiam do Auxilio Residência para ter uma moradia. Trata-se da união entre os diversos cortes realizadas pelo Ministério da Educação e um processo que costuma ser sempre problemático para os discente das UFS.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), apesar dos problemas relativos às bolsas serem constantes, o número de suspensões de auxílios este ano foi gritante em relação aos problemas dos anos anteriores e tem ligação direta com diversos cortes realizados pelo Ministério da Educação desde de que o Michael Temer assumiu o governo de forma ilegítima.  Para o presidente da atual gestão do DCE, Kevin Ismerim, os cortes em auxílios representam uma ameaça à permanência e ao desempenhos dos estudantes para a continuidade de suas atividades acadêmica.

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Após reuniões e diversos processos de articulação entre o DCE, bolsistas e outras entidades do movimento estudantil, na tarde de hoje (21) aconteceu no pátio do Restaurante Universitário da UFS uma reunião ampliada para debater o problema dos cortes. Entre o debate das atuais necessidades dos estudantes dentro da Universidade, a decisão final foi de ocupar a reitoria de Campus São Cristóvão até que a situação fosse resolvida.

O processo de recadastramento

Os estudantes que precisaram realizar o recadastramento este ano além de ter que lidar com uma série de falhas no sistema, também acabaram descobrindo que alguns auxílios não abriram vaga, como os auxílios creche, pedagógico e a isenção do Resun, sem que houvesse uma justificativa da reitoria para a suspensão destes.

“O sistema para as bolsas residência ficou fora do ar por três dias, o pessoal acabou se inscrevendo em outras bolsas e perdendo o auxílio residência. Até agora o que a gente tem apontado são 54 estudantes que antes eram residentes e hoje não são mais, no total são mais de 200 estudantes que perderam suas bolsas”, comenta Kevin Ismerim.

“A assistência estudantil tem sido essencial para minha permanência no Curso”

Ainara Alcântara  é estudante do curso de Nutrição no Campus São Cristóvão desde 2015, atualmente está no 3º período e, devido a inexistência de um  transporte que a permitisse acompanhar um curso integral, se mudou do município de Tobias Barreto para uma casa próxima ao Campus. “Na minha cidade não tem transporte universitário nos horários em que eu precisaria me deslocar para as aulas. Em função desses fatores tive que me mudar do interior para morar mais próximo da universidade”, afirma.

Antes de cursar Nutrição, a estudante era graduanda no curso de Geografia na universidade e nesse período também era bolsista, mas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que passou por uma série de lutas devido a ameaça de corte do Governo Federal. Para Ainara não só os auxílios, mas os diversos programas de permanência que auxiliam o estudante durante o período de graduação são fundamentais. “A  assistência estudantil tem sido essencial para a minha permanência no curso, visto que a carga horária não me permite exercer nenhuma atividade remunerada e minha família não poderia custear todas as despesas da minha mudança para cá.

A estudante está entre os poucos discentes que conseguiram renovar o auxílio moradia, mas ainda assim estava presente durante todas as reuniões que aconteceram para debater os cortes, assim como também estará na ocupação.

A ocupação

Estudantes da UFS ocupam a Reitoria

Segundo os ocupantes a assistência estudantil da UFS nunca foi capaz de contemplar toda a demanda de estudantes que necessitam dela e em 2016.1 isso se mostrou de forma ainda mais grave ao não disponibilizarem o recadastramento no programa de residência universitária, deixando diversos estudantes sem moradia, além da ausência de editais abertos. Por isso, no final da tarde de hoje, os bolsistas, o Conselho de Residentes e o Diretório Central dos Estudantes ocuparam a reitoria, onde irão permanecer até que os estudantes prejudicados possa reaver as bolsas. Para estes, a luta por uma educação pública de qualidade é também a luta por acesso ao ensino superior e pela permanência digna, com a garantia de todos os direitos básicos.

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